Escritório
Ouro negro
setembro 2009
Em qualquer escritório do Brasil (quiçá do mundo), o cafezinho é fundamental. A cafeína provoca uma reação em cadeia que é o motor dos negócios: renova a concentração do funcionário, aumenta a produtividade da equipe e, em última instância, gera lucros.
Mais do que acordar a pessoa, o cafezinho tem uma importante conseqüência relacionada à criatividade. Perto da garrafa térmica, ou da pequena cozinha onde o bule repousa sobre a boca do fogão, os funcionários trocam idéias, se conhecem e muitas vezes tiram soluções para a empresa daquele bate-papo relaxado. Uma sisuda reunião de negócios, onde as pessoas muitas vezes ficam inibidas de dizer tudo que pensam, pode levar horas sem conclusões. Mas, durante a parada para o café, as conversas acontecem em pequenas rodas e os mais tímidos (sempre muito observadores) aproveitam para expor algumas considerações pertinentes aos colegas. Pronto, assim nascem as grandes idéias e assim evolui a economia: à base de café.
Mas não é qualquer cafezinho frio e sem gosto que vai impulsionar os negócios. Se o empresário tem interesse em manter o papo do cafezinho contínuo e agradável, deve estar preparado para investir um pouco mais na copa. Comprar café de boa qualidade encarece muito pouco o balanço da empresa. Se moído na hora, o café fica ainda melhor e libera um aroma inspirador pelo escritório.
Café bom é café novo e, portanto, cabe apostar em levas mais freqüentes ao longo do dia. Os bons resultados também dependem do tamanho das garrafas térmicas. Quando são muito grandes, a bebida esfria, perde o frescor e acaba esquecida. Prefira térmicas menores.
Os mais ousados ainda podem aproveitar o momento para incrementar o lanche da tarde.
Com pão francês em fatiado, junto de um saquinho de queijo ralado e uma lata de azeite de oliva, o lanchinho vai render mais que muita reunião de diretoria. Aqueça os pães numa frigideira, na mesma boca de fogão do bule do café, regados com azeite de oliva e cobertos com o queijo ralado. É um atalho para motivar a rapaziada – e gerar lucros.
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