Kids

No topo do mundo

março 2011

Um lugar só das crianças, onde os adultos são proibidos e a diversão é obrigatória. Em geral, essas são as regras de uma casa na árvore. Quem nunca sonhou em ter uma? A construção desse refúgio, por si só, pode ser um ritual entre pais e filhos e a reaproximação das gerações. Planejar cada detalhe ao lado dos rebentos estimula o diálogo e facilita a troca de experiências.

Unindo dois sonhos em um só, o dos mais velhos e o da meninada, a construção da casa da árvore deve ser uma criação conjunta. Os pequenos dão seus palpites, escolhem a área em que preferem o abrigo e como ele será. O projeto final fica por conta dos adultos. A escolha da madeira, peça-chave no projeto, deve ser feita com muita atenção. A peroba e o pinho são as mais aconselhadas, por serem mais resistentes.

Para a eleição da árvore, dois itens devem ser observados: a altura e a solidez da planta. O ideal é que o tronco tenha galhos grossos e firmes, mas a casa não pode ficar localizada muito no alto. Imagine o perigo se algum garoto cair. Um pai prevenido vale por dois, então atenção. A ajuda de um engenheiro agrônomo, para o diagnóstico da melhor caule, sempre é bem-vinda.

Na hora de fechar o projeto da construção, a criançada é quem manda. Janelas são indicadas para a circulação do ar e, é claro, porta é imprescindível De resto, é só deixar a imaginação tomar conta. A escada pode ser substituída por uma rampa de escalada ou um mastro daqueles de bombeiro. Um escorregador para uma saída estratégica também não é uma má ideia.

Com martelo, pregos e madeira nas mãos - e, por que não?, um arquiteto por perto -, a velha tradição da infância ganha forma. A casa na árvore torna-se real e as relações entre pais e filhos cada vez mais fortes. Mais que isso, se eles tornam cúmplices da brincadeira.
 

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