Casa e Decoração
Home office 2.0
maio 2011
É horário de expediente, e designers, engenheiros, administradores e advogados se reúnem em uma grande sala sem divisórias. Não estamos numa empresa, mas entre diversas empresas e profissionais liberais que trabalham juntos, mas em negócios diferentes. Em comum, o desejo de não ficar isolado no home office ou na cafeteria da esquina. Assim surgiram ambientes de trabalho coletivo, conhecidos pelos termos coworking e hub.
O conceito nasceu quando um americano, o programador de sistemas Brad Neuberg, propôs aos dois amigos com quem dividia um loft em São Francisco o aluguel do espaço para outros profissionais independentes como eles. A ideia se espalhou e ganhou adeptos no mundo inteiro. No Brasil, já há empreendimentos do tipo em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Piauí.
Em um hub, profissionais de áreas bem variadas trocam experiências e dividem o mobiliário, sem abrir mão da independência. A mesa, a conexão de internet e o café estão lá, além da sala de reuniões que garante a privacidade. O usuário leva apenas o seu computador e os seus contatos, que são ampliados nesse sistema, pela ampla convivência com pessoas singulares.
A flexibilidade das regras do escritório se reflete também nos horários de trabalho. Como o serviço, geralmente, é contratado por horas, quem faz seu expediente é o coworker. Quem precisa se concentrar fica em casa ou se instala nas mesas mais isoladas. Quem quer fugir da solidão se aproxima dos demais, conversa, troca ideias e até trabalhos.
Para fortalecer o espírito empreendedor, os ambientes costumam ser decorados com cores fortes, que estimulam os sentidos. Vermelho, verde e amarelo, misturados ao cinza comum dos escritórios dão o clima de informalidade e facilitam a descontração. Puffes, sofás e jardins completam a atmosfera. Tudo para atrair profissionais independentes que não querem perder tempo pensando em decoração, mas que não abrem mão de um lugar agradável para produzir.
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